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BCE quer euro digital como 'linguagem europeia' proprietária até 2027
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BCE quer euro digital como 'linguagem europeia' proprietária até 2027

Resumo

O membro da comissão executiva do BCE, Piero Cipollone, defendeu que o euro digital deve ter legislação aprovada até 1 de janeiro de 2027, altura em que se assinalam os 25 anos das notas e moedas de euro. O projeto-piloto de transações arranca no segundo semestre desse ano, e o BCE já assinou acordos com organizações europeias de normalização para criar uma "linguagem europeia" proprietária, reduzindo a dependência das redes Visa e Mastercard.

A imposição de uma moeda digital com curso legal significa que comerciantes e cidadãos serão obrigados a aceitar um meio de pagamento controlado pelo banco central, sem alternativa real de recusa. A "normalização" europeia é, na prática, uma camada adicional de controlo estatal sobre cada transação, abrindo caminho a vigilância, limites de uso e taxas escondidas. Em vez de libertar o mercado, o euro digital substitui a concorrência privada por um monopólio público, reduzindo a liberdade de escolha e a privacidade financeira de todos.

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  • O comerciante com terminais de pagamentovai perceber que o BCE quer obrigá-lo a atualizar o equipamento para uma "linguagem europeia" que ninguém lhe perguntou se quer.
  • O gestor de banco portuguêsdescobre que o Banco de Portugal quer empurrar os bancos nacionais para um projeto-piloto que só aumenta a dependência do estado e do BCE.
  • O cidadão desconfiado do euro digitalvê aqui a confirmação de que a moeda digital é uma ferramenta de controlo centralizado, disfarçada de "liberdade de escolha".

Falsa Neutralidade Técnica - O banco central europeu apresenta o euro digital como uma mera atualização tecnológica ("mesma linguagem europeia", "normas abertas") para esconder que se trata de um instrumento de controlo estatal sobre todas as transações, eliminando a privacidade e a soberania individual sobre o dinheiro.
Apelo à Soberania Europeia - O artigo explora o medo da dependência de redes estrangeiras (Visa, Mastercard) para justificar a criação de um monopólio estatal digital, como se a solução para um problema de mercado fosse a imposição de uma moeda controlada pelo banco central, e não a concorrência livre entre meios de pagamento privados.
Falsa Dicotomia - Cipollone afirma que o euro digital "preserva a liberdade de escolha" entre numerário e moeda digital, mas omite que a imposição de curso legal forçará a aceitação do euro digital, marginalizando gradualmente o dinheiro físico e excluindo alternativas descentralizadas como a bitcoin, reduzindo a escolha real a uma falsa opção entre dois produtos estatais.

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