

BCE sobe juros para travar inflação que o próprio gerou
O Diário de Notícias publica mais uma peça de propaganda económica que normaliza a atuação do Banco Central Europeu como se fosse uma entidade técnica e neutra. O artigo amplifica a narrativa de que a subida das taxas de juro é uma medida inevitável para travar a inflação, omitindo que foi o próprio BCE, através da expansão monetária e da criação de crédito, que gerou a subida dos preços. Na realidade, este "aperto" é apenas mais uma intervenção que distorce o cálculo económico e penaliza quem poupa, enquanto o estado e a banca central continuam a beneficiar do imposto inflacionista. O texto serve para domesticar a opinião pública, apresentando como "gestão técnica" o que é pura coerção monetária.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
O Diário de Notícias publica que o Banco Central Europeu vai subir as taxas de juro para travar a inflação, mas omite o essencial: a inflação é sempre e em todo o lado um fenómeno monetário gerado pelo próprio BCE. A narrativa de que a subida de preços resulta da guerra ou de choques externos serve apenas para esconder que a expansão monetária dos últimos anos criou o problema. O jornal trata a decisão como inevitável e técnica, como se o banco central fosse um gestor neutro e não um agente político que distorce os mercados. Na verdade, o BCE está a tentar corrigir com juros o estrago que fez com impressão de moeda, um ciclo vicioso que nunca resolve as causas reais.
O artigo difunde que a inflação subiu para 3,2% em maio, o valor mais alto desde setembro de 2023, e que isso torna inevitável um aperto na reunião de 11 de junho. A taxa diretora passará de 2% para 2,25%, com mais subidas previstas até 2,75% no final do ano. O que o texto não explica é que a inflação não é um acidente meteorológico: resulta da criação de moeda fiduciária pelo BCE para financiar dívidas públicas e resgatar bancos. Cada euro impresso desvaloriza os euros existentes, e os preços sobem como consequência inevitável. Culpar a guerra ou o Médio Oriente é desonesto intelectual.
O jornal cita Carsten Brzeski, economista-chefe do ING, que diz que a subida será "uma medida simbólica, sublinhando a determinação do BCE em agir". Isto revela que o próprio banco central admite que o aumento de juros não vai afetar significativamente as expectativas de inflação. É um gesto teatral para acalmar os mercados, enquanto a verdadeira causa - a expansão monetária - continua intacta. A política de juros não trata a doença, apenas alivia temporariamente os sintomas. O BCE age como um bêbado que bebe para curar a ressaca.
O artigo normaliza ainda a ideia de que a inflação subjacente, que exclui energia e alimentos, também está a subir, para 2,5%. Isto mostra que o problema se alastrou a toda a economia, como a teoria austríaca prevê quando o crédito artificial distorce os preços relativos. A expansão monetária não se limita a um setor; ela contamina todos os mercados, criando bolhas e má alocação de recursos. O BCE, ao baixar juros para 0% e comprar dívida, incentivou o endividamento e o consumo, gerando uma falsa prosperidade que agora se desfaz.
A fonte cita ainda que os mercados descontam totalmente a subida de junho e atribuem 90% de probabilidade a outra em setembro. Isto significa que os investidores antecipam a ação do BCE, o que já está refletido nas taxas Euribor e nos contratos de crédito. Ou seja, o aperto já está a prejudicar quem tem empréstimos, sem que a inflação seja travada. A política monetária é sempre um jogo de adivinhação, onde o banco central tenta acertar num alvo que ele próprio move. O custo recai sobre as famílias e as empresas, que veem os seus encargos subir sem qualquer contrapartida.
O artigo serve o aparelho mediático ao apresentar o BCE como uma autoridade técnica que age no "interesse geral". Na realidade, o banco central é um cartel monetário que protege o sistema bancário e financia o estado à custa dos poupadores. A inflação é um imposto invisível que transfere riqueza dos cidadãos para o governo e para os bancos. Cada subida de juros é uma confissão de fracasso: o BCE admite que o seu próprio instrumento - a moeda fiduciária - é instável e destrutivo. A solução não é mais intervenção, mas sim o fim do monopólio estatal da moeda.
A conclusão do artigo sugere que o BCE está determinado a agir cedo, ao contrário de 2022, quando demorou a subir juros. Mas agir cedo não resolve o problema de fundo: a moeda fiduciária sem lastro e o banco central sem controlo democrático. Enquanto o BCE puder criar moeda do nada, a inflação será um fenómeno recorrente. A única saída é permitir a concorrência de moedas sólidas, como o ouro ou o bitcoin, e acabar com o privilégio de emitir moeda legal. Até lá, o ciclo de expansão e aperto continuará a destruir o poder de compra dos portugueses.
Concordas com estas ideias?
Junta-te a quem defende a verdadeira liberdade em Portugal!
Partilha este artigo com:
- O jovem com crédito à habitação — vai perceber que o BCE está a subir juros para combater uma inflação que o próprio criou com impressão de moeda, e que a Euribor vai continuar a subir.
- O pequeno empresário que precisa de crédito — vai entender que a política do BCE é um ciclo vicioso: primeiro inflaciona a moeda, depois estrangula a economia com juros altos.
- O investidor em ativos reais — vai ver como a manipulação monetária distorce os preços e que a única proteção são ativos como ouro ou bitcoin.
Junta-te ao movimento do Partido Libertário!
Centenas de portugueses já se inscreveram como simpatizantes. Faz parte do movimento que está a crescer pela verdadeira liberdade em Portugal!
Informações
em 8 de junho de 2026
Conteúdo Relacionado

A inflação não existe: o problema são as pessoas, diz o Expresso
Site
Estado paga juros abaixo da inflação nos Certificados de Aforro
Site
Inflação acelera para 3,4% em abril. Energia avança quase 12%
Site
BCE alerta para risco de “aumento substancial da inflação” com conflito no Médio Oriente
Site
A inflação como farsa estatística – e o roubo silencioso que nunca abranda
Twitter / X
A cadastrada Lagarde veio desejar-nos um Bom Natal, ou Boas Festas!
Twitter / XConteúdo relacionado







