

Expresso normaliza o poder do Fisco com novo chefe dos publicanos
Resumo
A nomeação de Nuno Santos Félix, antigo secretário de Estado, para director-geral da Autoridade Tributária é apresentada pela imprensa como a escolha de um quadro técnico e político exemplar. O cargo concentra poderes imensos sobre a base de dados financeira e patrimonial de todos os cidadãos, e o candidato defende ainda mais autonomia para o fisco, incluindo a capacidade de consultar dados sem depender do ministro. A cobertura mediática normaliza este reforço do aparelho de confisco estatal, tratando-o como mera gestão administrativa.
Do ponto de vista da liberdade individual, a concentração de informação e poder coercivo numa única instituição é profundamente ameaçadora. Um fisco autónomo, sem controlo político efectivo, pode vasculhar a vida dos contribuintes sem restrições, enquanto o sector privado está amarrado por regras de protecção de dados. O que está em causa não é o "rosto humano" da cobrança, mas o direito das pessoas a não serem espoliadas e vigiadas por uma máquina que nunca criou riqueza - apenas a redistribui à força.
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em 4 de junho de 2026
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