

Glovo admite que o seu trabalho é adaptar-se à regulação estatal
O Expresso vende a inevitabilidade da regulação laboral como um facto da vida, servindo de megafone de propaganda para o estado e para a burocracia que o alimenta. O artigo amplifica a narrativa de que as empresas de plataforma “devem adaptar-se” à lei, como se a coerção estatal sobre contratos voluntários fosse uma força benigna e natural - quando, na realidade, é uma interferência que destrói a flexibilidade que os estafetas dizem querer. Ao embrulhar a história como um relato de “cumprimento da lei”, o Expresso normaliza a ideia de que o mercado de trabalho deve ser moldado por decretos e não pela troca livre consentida entre adultos. O que o artigo omite é que a “ley rider” espanhola e as decisões judiciais são exemplos clássicos de destruição de valor: ao forçar a Glovo a contratar estafetas como empregados, o estado aumenta custos e reduz a oferta de trabalho flexível, tudo em nome de uma pretensa “proteção” que acaba por prejudicar os próprios trabalhadores que queria “salvar”.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
O Expresso publica uma entrevista onde o cofundador da Glovo, Sacha Michaud, normaliza a submissão empresarial à máquina regulatória do estado. A frase central do artigo - o nosso trabalho é adaptar-nos à regulação - revela a resignação de um sector que já desistiu de defender contratos voluntários. Em vez de exigir liberdade para negociar com estafetas, a empresa aceita o diktat de tribunais e burocracias que criminalizam a flexibilidade. Esta postura transforma a inovação num exercício de conformidade, onde o empreendedor se reduz a um gestor de custos de obediência.
Michaud afirma que os estafetas pedem regularmente flexibilidade e bom acesso a bons rendimentos, mas a lei espanhola, a chamada "ley rider", destruiu precisamente essa possibilidade. Ao forçar a integração de 12 mil trabalhadores nos quadros, o estado eliminou a liberdade de escolha de horários e de clientes. A regulação não protegeu ninguém; apenas substituiu acordos mútuos por imposições sindicais que encarecem o serviço e reduzem as oportunidades de quem prefere trabalhar por conta própria. O resultado é menos oferta de trabalho e preços mais altos para os consumidores.
A multa de 329 milhões de euros aplicada pela Comissão Europeia à Glovo e à Delivery Hero é outro exemplo de como o estado pune acordos privados que não lhe convêm. A acusação de "não-concorrência" entre as duas empresas ignora que qualquer contrato voluntário beneficia ambas as partes e não agride terceiros. O que a UE chama de cartel é, na verdade, uma decisão empresarial legítima que o estado proíbe para expandir o seu controlo sobre o mercado. Esta interferência distorce o cálculo económico e desincentiva a cooperação entre empresas.
A expansão da Glovo em África, onde as taxas de crescimento são mais altas, revela a fuga do capital de jurisdições sufocadas por regras laborais rígidas. Os empresários procuram países onde a burocracia ainda não estrangulou a troca voluntária de serviços. Enquanto a Europa impõe custos de conformidade que só grandes operadores suportam, os mercados africanos oferecem a flexibilidade que os estafetas realmente desejam. A ironia é que a mesma regulação que diz proteger os trabalhadores os empurra para economias informais ou para fora do sistema.
A subcontratação em regime de outsourcing, que a Glovo usa em Espanha para contornar a "ley rider", é uma resposta distorcida a uma lei absurda. Em vez de contratar diretamente, a empresa recorre a terceiros, criando uma cadeia de intermediários que só existe por causa da regulação. Isto aumenta os custos de transação e reduz a transparência, prejudicando tanto os estafetas como os consumidores. O estado cria um problema e depois vende a solução burocrática, enquanto o mercado livre resolveria tudo com contratos simples.
A pressão dos acionistas sobre a Delivery Hero para abandonar mercados pouco lucrativos é uma consequência direta dos custos regulatórios. Cada nova lei, cada multa, cada obrigação laboral reduz o retorno do investimento e desvia recursos da inovação para a conformidade. O presidente executivo que sai não é vítima de má gestão, mas sim de um ambiente onde o estado dita as regras do jogo e depois muda as metas. O capital foge para onde a liberdade económica ainda existe, deixando para trás empresas mutiladas pela burocracia.
O Expresso vende esta narrativa como inevitável, mas a verdade é que a regulação nunca é neutra. Cada imposição estatal transfere riqueza dos consumidores e trabalhadores para burocratas e grupos de pressão sindicais. A Glovo, ao adaptar-se, não está a resolver problemas; está a gerir a coerção. O mercado livre, sem licenças, sem leis laborais rígidas e sem multas da UE, permitiria que estafetas e empresas negociassem livremente, criando mais riqueza para todos. O estado, ao contrário, só sabe destruir valor.
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- O estafeta que depende da app para viver — vai perceber que a "flexibilidade" que lhe vendem é afinal a razão para o estado o obrigar a ser empregado, sem qualquer ganho real para si
- O empreendedor que sonha lançar uma plataforma digital — vai aprender como a regulação estatal transforma o negócio numa luta constante para evitar multas e não para servir o cliente
- O consumidor que encomenda tudo em 30 minutos — vai descobrir que a sua conveniência diária está a ser financiada por trabalhadores precários e por um jornalismo que normaliza o controlo estatal sobre o mercado
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em 19 de maio de 2026
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