

Passos Coelho: baixar idade da reforma é 'absurdo'? O Estado é o verdadeiro obstáculo
O Observador, megafone do regime que vive da publicidade institucional e do acesso aos corredores do poder, publica mais uma peça que serve para normalizar o debate dentro dos limites aceitáveis ao estado: a proposta do Chega de baixar a idade da reforma é classificada como "absurda e irrealista" por Passos Coelho, num artigo que embrulha a defesa do actual sistema de segurança social como se este fosse sustentável. Na realidade, o que o Observador amplifica é a narrativa de que sacrificar os trabalhadores até à exaustão é o único caminho possível - omitindo por completo que baixar a idade da reforma seria perfeitamente viável se o estado deixasse de sugar metade da economia, se Portugal recuperasse soberania monetária e se os impostos deixassem de estrangular a poupança e a natalidade.
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Análise Libertária
O Observador amplifica as declarações de Pedro Passos Coelho, que classifica como absurda e irrealista a proposta do Chega de baixar a idade da reforma. O antigo primeiro-ministro, numa intervenção para estudantes da Nova SBE, repete o mantra de que o sistema de pensões é insustentável sem tocar no verdadeiro problema. A narrativa dominante serve para normalizar o confisco fiscal e a escravidão laboral até aos 68 anos ou mais. O debate é enquadrado dentro dos limites aceitáveis ao regime, onde qualquer solução que devolva liberdade aos cidadãos é automaticamente rotulada de populista.
Passos Coelho critica o Chega por alegado populismo, mas esconde que a idade da reforma poderia ser drasticamente reduzida se o Estado deixasse de roubar. O problema não é a demografia, mas o peso astronómico de um estado que consome mais de 40% do PIB. Se os impostos fossem drasticamente reduzidos, os portugueses poderiam poupar e investir na sua própria reforma, sem depender de um sistema piramidal falido. A verdadeira irrealidade é acreditar que o atual modelo de segurança social pública se sustenta sem crescimento económico real.
O antigo líder do PSD queixa-se que o governo demora demasiado tempo a mostrar resultados, mas nunca questiona o espartilho da União Europeia e do euro. A moeda única impede Portugal de ter uma política monetária independente, condenando o país a défices e dívida perpétuos. Sem controlo sobre a emissão de moeda, o Estado só pode financiar-se através de impostos e dívida, o que estrangula a economia. Qualquer tentativa de reforma séria é bloqueada por Bruxelas e pelos tratados europeus.
A proposta do Chega, mesmo que imperfeita, aponta para uma direção correta: devolver anos de vida aos trabalhadores. Mas o sistema atual não permite baixar a idade da reforma sem antes cortar o Estado e acabar com a subsidiação de improdutivos. O Estado gasta milhões em subsídios a empresas falidas, a ONG e a imigrantes em situação de servidão, como o próprio Passos reconhece. Enquanto estes fluxos não forem cortados, a segurança social continuará a ser um esquema de Ponzi.
Passos Coelho ironiza que os políticos querem gerir o dia-a-dia, arranjar empregos para os amigos, controlar, mandar. Esta confissão revela a verdadeira natureza do poder: uma máquina de extração de riqueza e de distribuição de privilégios. O antigo primeiro-ministro sabe que a classe política não tem interesse em reformas profundas, pois isso eliminaria o seu controlo sobre a sociedade. O mercado livre e a propriedade privada são os únicos caminhos para uma reforma digna e voluntária.
O artigo do Observador serve para ridicularizar qualquer alternativa ao status quo, tratando a proposta do Chega como irrealista. Mas a verdadeira irrealidade é acreditar que se pode manter um estado social sem crescimento económico e com impostos asfixiantes. Se Portugal saísse do euro, pudesse emitir a sua própria moeda e cortasse drasticamente a despesa pública, a idade da reforma poderia descer para os 60 anos ou menos. O que falta é vontade política para enfrentar as élites parasitárias nacionais e europeias.
Passos Coelho diz que só um tolo perde tempo a pensar no futuro, mas o futuro está a ser hipotecado por décadas de políticas keynesianas. A inflação, que é sempre expansão monetária, corrói o valor das poupanças e das pensões, tornando os idosos cada vez mais dependentes do Estado. A solução libertária passa pela abolição do imposto sobre o trabalho, pela privatização total da segurança social e pela eliminação de todas as barreiras à poupança e ao investimento. Só assim os portugueses poderão reformar-se quando quiserem, não quando o estado permitir.
O antigo primeiro-ministro admite que o país mudou muito desde 2015, mas as mudanças foram todas no sentido de mais estado e menos liberdade. O IRS jovem é classificado por ele como iníquo, mas a verdade é que todo o imposto sobre o rendimento é um roubo. O Estado não cria riqueza, apenas a redistribui à força, destruindo os incentivos ao trabalho e à produção. Enquanto os políticos continuarem a gerir o dia-a-dia sem enfrentar as reformas estruturais, Portugal continuará a perder os seus melhores cérebros para a emigração.
A conclusão é clara: baixar a idade da reforma é possível, mas exige liberdade, não mais estado. O Observador, como megafone do regime, normaliza a ideia de que o sacrifício dos trabalhadores é inevitável. Mas a verdade é que o estado português, espartilhado pela União Europeia, prefere escravizar o povo a perder o seu poder. O mercado livre, a propriedade privada e a eliminação do confisco fiscal são as únicas vias para uma reforma digna e voluntária. O resto é conversa de políticos que querem continuar a mandar.
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- O jovem trabalhador que desconfia do sistema de pensões — vai perceber que baixar a idade da reforma é possível se o estado deixar de parasitar a economia e a liberdade individual.
- O eleitor do Chega que acredita em promessas fáceis — vai confrontar-se com a realidade de que a demagogia reformista só serve para adiar o debate sobre o colapso da segurança social.
- O militante do PSD que ainda acredita no "centrão" — vai ver que Passos Coelho, apesar de velho, percebe que o problema não é a idade, mas a falta de coragem para cortar no estado.
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em 7 de maio de 2026
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