

Produtividade em Portugal: o Estado leva metade, não a má gestão
O Expresso publica mais uma peça de propaganda que embrulha a narrativa do estado sobre a baixa produtividade em Portugal, vendendo a ideia de que o problema são as "lideranças medíocres" e a "economia paralela". O artigo normaliza a carga fiscal brutal que o estado impõe - cerca de metade de tudo o que se produz desaparece em impostos e taxas - e desvia a atenção para a economia informal, que é, na verdade, a única forma que muitos têm de escapar às garras insaciáveis do fisco. Ao omitir que o próprio estado é o maior parasita da produtividade nacional, o texto serve para domesticar a opinião pública e justificar mais controlo burocrático. Na realidade, o que o artigo silencia é que a verdadeira origem da baixa produtividade medida está na voracidade fiscal do estado, não nos trabalhadores ou nos gestores.
Conteúdo difundido por uma fonte financiada, protegida ou condicionada pelo estado, usado para normalizar coerção, burocracia e dependência política.
Análise Libertária
O Expresso publica um artigo que finge diagnosticar a baixa produtividade portuguesa, mas evita a causa real: o confisco fiscal. O texto aponta 39,7 horas semanais de trabalho e um salário médio de 2000 euros, muito abaixo da média europeia de 3317 euros. A conclusão apressada de que os portugueses são pouco produtivos serve para desviar a atenção do verdadeiro parasita: o estado. O autor culpa a gestão e a economia paralela, mas nunca menciona que o estado leva à partida cerca de metade da riqueza gerada em impostos e taxas. Esta omissão é típica de um meio que normaliza a máquina fiscal como inevitável.
A economia paralela, que o INE estima entre 15% e 30% do PIB, não é a fonte dos problemas, mas sim a fuga à extorsão estatal. Quando uma empresa paga metade do salário por baixo da mesa, está a proteger o trabalhador do confisco do IRS e da Segurança Social. O estado cria o incentivo para a informalidade ao taxar o trabalho até à exaustão. O artigo queixa-se de que essas horas não aparecem nas estatísticas, mas esquece que são horas que escapam às garras do fisco. A produtividade artificialmente rebaixada é um artefacto contabilístico, não um reflexo da capacidade dos trabalhadores.
Os emigrantes portugueses na Suíça ou no Luxemburgo têm produtividade igual ou superior à média local, como o próprio artigo admite. A diferença não está na genética, mas no ambiente: impostos baixos, regulação mínima e estado reduzido. Em Portugal, o mesmo trabalhador é esmagado por uma máquina burocrática que consome horas em filas, assinaturas e reuniões inúteis. O SIADAP é apenas a ponta do icebergue de um sistema que mede desempenho para justificar a sua própria existência. O problema não é quem trabalha, mas quem lidera um estado que nunca é avaliado.
O artigo critica as lideranças políticas e empresariais, mas nunca questiona o poder que as sustenta. As nomeações por lealdade partidária são a regra num estado que controla empregos, licenças e subsídios. A burocracia estatal é um imposto invisível que consome horas de trabalho sem criar valor real. O autor pede uma investigação à economia paralela, mas isso significaria perseguir quem tenta sobreviver ao confisco. O estado não combate a fraude a sério porque ela é estruturante para muitos sectores e porque os próprios políticos beneficiam dela.
A chamada reforma laboral que promete combater a precariedade é mais um instrumento de controlo, não de liberdade. O artigo denuncia que 40% dos jovens têm contratos temporários, mas a solução não é mais regulação estatal. A precariedade é criada pelas leis laborais que encarecem o contrato permanente e pela carga fiscal que torna qualquer contrato um risco. O estado impõe custos fixos enormes aos empregadores, que respondem com contratos flexíveis para sobreviver. A verdadeira reforma seria eliminar o código do trabalho e deixar empregador e empregado negociar livremente.
O texto sugere que o combate à evasão fiscal e à corrupção resolveria a produtividade. Mas a evasão fiscal é uma consequência, não uma causa: foge-se ao fisco porque o fisco é um ladrão. O estado não "investe" o dinheiro dos contribuintes; redistribui riqueza que não criou, alimentando uma máquina ineficiente. Os milhares de milhões que a Autoridade Tributária poderia cobrar serviriam para manter o mesmo sistema que gera a baixa produtividade. O ciclo vicioso só se quebra reduzindo o estado, não aumentando a sua capacidade de extorsão.
O artigo termina a pedir o fim de lideranças medíocres e o combate à corrupção, mas nunca aponta o dedo ao verdadeiro líder: o estado. Enquanto o governo controlar metade da economia, a produtividade será sempre baixa. O mercado livre, com impostos mínimos e regulação zero, é o único caminho para que as horas trabalhadas se traduzam em riqueza real. Os portugueses não precisam de mais "pacotes laborais" ou de mais investigações à economia paralela. Precisam de liberdade para produzir, trocar e prosperar sem serem saqueados a cada passo.
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- O trabalhador que sente que o seu esforço não é reconhecido — vai perceber que o problema não é a sua produtividade, mas a má gestão e a economia paralela que distorcem os números oficiais
- O pequeno empresário que se queixa da burocracia — vai perceber que o artigo confirma que as lideranças e o estado são os verdadeiros entraves à produtividade, e não os trabalhadores
- O contribuinte que desconfia do fisco — vai perceber que a economia informal é uma resposta racional à carga fiscal insuportável, e não a causa dos problemas do país
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em 11 de maio de 2026
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